Monday, April 16, 2007

Itabiritenses insatisfeitos com a licitação do transporte coletivo

Em janeiro de 2007, a Prefeitura de Itabirito realizou uma licitação para que houvesse regularização do transporte coletivo na cidade. A empresa vencedora foi a Turin Transportes Ltda, pertencente ao grupo Serra Verde, que pelos próximos 15 anos será responsável pelo transporte na zona urbana de Itabirito.

Segundo a prefeitura, a cidade passou um período de 12 anos sem transporte regulamentado no município, e, dentre esses, três tentativas de processo licitatório barrados pela Justiça. Por mais de 5 anos, vários microempresários, denominados de “genéricos”, faziam o transporte na cidade, juntamente com a empresa Sempre Viva, que também pertence ao grupo Serra Verde. Os genéricos foram criados pelo vereador Antônio de Almeida, conhecido como Tico-Tico, que trabalhou para conseguir toda a documentação necessária.

A Prefeitura alega que antes da licitação não podia cobrar desses microempresários, entre outras coisas, segurança, tecnologia e a garantia de que os ônibus circulem em locais e horários que atendam aos usuários de todos os bairros da zona urbana e não apenas nos horários de maior movimento, que são o início da manhã, horário de almoço e fim de tarde.

Muitos itabiritenses dizem que a licitação foi um modo de tirar os “genéricos” da cidade, pois, assim como a empresa Turin, a Sempre Viva pertence ao grupo Serra Verde. Como muitos dos “genéricos” trabalhavam apenas nos melhores horários, a Sempre Viva perdia seus clientes devido os “genéricos” passarem nos pontos antes dela, enquanto essa trabalhava em todos os horários, mesmo os de menor quantidade de passageiros.

Segundo o vereador Antônio de Almeida, o que faltava era organização, pois havia ônibus. Se fossem organizados os horários, a população não ficaria sem transporte. “A prefeitura alegava que os genéricos não tinham condições de colocar ônibus novos, com uma licitação de 15 anos seria possível fazer esse investimento, bem como montar a garagem, lavador e posto de abastecimento, que são os itens pedidos pela prefeitura. Se é falado tanto em gerar emprego na cidade, por que a licitação obriga posto de abastecimento dentro da garagem da empresa? Nos postos da cidade poderiam gerar mais empregos para atender a demanda dos ônibus. A Turin não traz nenhum benefício para a cidade, só retira.”, critica. Ele também não concorda com apenas uma empresa na cidade, diz que tudo tem que ter concorrência. Já a prefeitura alega que Itabirito não suporta duas empresas.

Segundo Maria Marilene de Oliveira, 38 anos, o transporte para o bairro Novo Itabirito não mudou em nada. Alega ainda que um ônibus da Turin bateu em um poste, pois o motorista avisou na garagem sobre a falta de freio do ônibus, entretanto, o mandaram prosseguir mesmo assim. “Às vezes, tenho que esperar por 3 horas no ponto, quando quebra um ônibus eles não tem outro para repor”, completou.

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Sunday, August 6, 2006

Centro de Hemodiálise fechado em Itabirito

O Centro de Diálise Dr. Antunes, que funcionava junto ao Hospital São Vicente de Paulo, foi viabilizado por intermédio de uma parceria entre a Minerações Brasileiras Reunidas S.A. – MBR, a Associação dos Amigos do Hospital São Vicente de Paulo e a Prefeitura do município. As obras tiveram duração de cerca de sete meses. O mesmo custou 540 mil reais, com execução e administração da edificação pela própria MBR, e a pedido do Padre Miguel Ângelo Fiorillo, esse prédio foi edificado em base para receber o CTI, carência no município de Itabirito na área de saúde.

O Centro foi entregue solenemente à comunidade de Itabirito pelo então Diretor de Desenvolvimento da MBR, Juarez de Oliveira Rabello, em 5 de agosto de 2003. A administração anterior da cidade, juntamente com a comissão que trabalhou para que a cidade tivesse esse Centro de Diálise, com muito esforço, colocou em funcionamento esse serviço, como atestam inúmeros pacientes que ali recebiam tais serviços. O Centro de Diálise podia atender até 24 pacientes por dia, funcionando em dois turnos. Sendo 14 aparelhos, sendo um de observação e dois deles destinados exclusivamente ao tratamento dialítico de portadores de hepatite e de AIDS. Uma sessão convencional de hemodiálise tem, em média, duração de 4 horas e freqüência de três vezes por semana. Entretanto, de acordo com as necessidades de cada paciente, a sessão de hemodiálise pode durar 3 horas e meia ou até mesmo 5 horas, e a freqüência pode variar de duas vezes por semana até hemodiálise diária para casos seletos.

O Centro de Diálise funcionava como um anexo do Hospital. Apesar de ficar num prédio à parte, com entrada independente, mas ligado à estrutura principal, por meio de rampas, permitindo, assim, que pacientes hospitalizados tenham acesso direto a ele. O Centro Municipal de Pediatria, Puericultura e Saúde da Mulher mudou-se para o local onde era o Centro de Diálise, e uma faixa foi colocada sobre a placa da MBR.

“Funcionando até o ano de 2006, quando foi, de uma maneira arbitraria e autoritária, desativado esse importante serviço na área de saúde. Prejudicando maldosamente, por revanchismo político, inúmeros cidadãos e cidadãs itabiritenses, que hoje recebem esse penoso serviço de diálise nas cidades de Mariana, Conselheiro Lafaiete e Belo Horizonte”, contesta o Padre Miguel.

A sociedade itabiritense espera que a autoridade de direito, por meio de uma audiência pública, justifique o porquê do Centro de Diálise ter interrompido teus serviços, já que esses serviços são mantidos com recursos do Governo Federal.

Ainda segundo o Padre Miguel, a sociedade espera que esse serviço volte a funcionar, e que seja instalado com urgência o CTI, evitando que cidadãos itabiritenses morram sem assistência médica nas vias públicas ou no trajeto de Itabirito para Belo Horizonte.

Sobre o tratamento:

Hemodiálise é o processo de filtragem e purificação de substâncias indesejáveis do sangue como a creatinina e a uréia. A hemodiálise é realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda, já que nesses casos o organismo não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos excretores renais.

Na hemodiálise, o sangue é obtido de um acesso vascular e impulsionado por uma bomba até o filtro de diálise. Após o sangue “filtrado” é então devolvido ao paciente pelo acesso vascular.

Posted by Gilson Martins at 21:45:58 | Permalink | No Comments »