Friday, April 27, 2007

Entrevista: Ballet

A banda começou em 2003, ainda sem nome, ensaiando as terças e quartas, entretando como se encontravam mais cedo, começavam a tomar uma mais cedo, e o roque só começava tarde. Em 2004, surgiu o nome Ballet e as primeiras músicas, mas como tudo rolava muito devagar acabou em uma desistência generalizada. No início de 2005, Rafael Crespo chamou o Ballet pra tocar no Milo/SP junto com o Polara, e em vez de falar a verdade, que a banda tinha acabado, Túlio Castanheira (guitarra) e Thiago Vieira (baixo) resolveram chamar o Bruno Bueno (bateria) e o Lulu Rodolfo (guitarra) pra fazer esta única apresetanção em São Paulo. Acabaram montando o verdadeiro Ballet, que até hoje mantém esta formação, entretanto sempre tocam outros instrumento nos shows, como pandeiro, chocalho, a-gogo, etc.

Entrevista feita por Gilson Martins com Túlio Castanheira em Novembro de 2006.

Vocês já encontraram uma “resposta plausível ou algo que possa de servir de resposta” para o significado do nome Ballet?

Ainda não encontramos. Talvez no nosso segundo disco, onde recorreremos à ajuda dos Orixás.

Qual a relação de vocês com os Orixás?

Temos influência de sambas mais negros. Gostamos de músicas de candomblé, capoeira, essas coisas.

Quais outras influências que vocês possuem?

Bossa-nova, Jazz, MPB, Punk, Barulheira. Gostamos de praticamente tudo que é música.

O som de vocês pode se definido como pós-hardcore instrumental?

Talvez as primeiras músicas sim. Mas hoje, nossas composições estão mais puxadas para música brasileira. As novas músicas possam levar algum rótulo tipo: sambaroqueafrobossametalumbandapósclassico.

As próximas criações da banda podem ter uma pequena possibilidade de ter vocal já que vocês têm “um ótimo cantor e outro que tem o dom das palavras”?

(risos) Essa definição é ótima, mas isso não da pra saber… Tudo depende do estado de cada um na hora em que a música surge. Estamos mais para gritar do que para cantar, mas de qualquer forma, com a cabeça aberta sempre.

Falem um pouco sobre o disco “Desconstruindo Nazaré”, e sobre a parceria com a Faster Records.

Na verdade eu montei o selo há alguns anos com a idéia de lançar as bandas dos amigos. A melhor coisa é não ter que ficar preocupado com o meio, assim as bandas podem ficar por conta da música. Então acaba que não rola uma parceria; rola uma amizade entre os membros do Ballet, das bandas que estão com algum projeto (para lançar algo) e de outras bandas que não tem disco pelo selo, mas que temos uma boa convivência e que sempre dividimos os palcos.

Quando foi lançado o primeiro disco? Como gravaram?

Foi lançado em Março de 2006. Gravação semi-caseira. Gravamos ao vivo no Estúdio Engenho, pegamos as trilhas e fomos para minha casa, onde regravamos a maioria das guitarras e dos baixos e fritamos em vários pequenos instrumentos (como chocalho, piânica, luminária, etc.).

Qual o significado da expressão “Desconstruindo Nazaré”?

Significa que é impossível descobrir a verdadeira história de Jesus de Nazaré, mas como nós chegamos perto, queremos passar nossos conhecimentos pra frente, citando vários buracos ao longo da nossa breve história de algumas centenas de anos.

Já existe a possibilidade de um segundo disco? Já possuem músicas novas?

E como. Nosso segundo disco já está quase pronto em nossas cabeças. Temos 10 músicas novas, mas queremos lançar o disco com no mínimo 15.

Como foi gravar o clipe e como gravaram?

Um dos dias do período de mixagem do DN, deu uma canseira louca e não agüentávamos mais escutar mais aquelas músicas. Então, para relaxar, eu e o Lulu resolvermos editar algumas imagens colocando a Ordem dos Advogados como trilha (que era a única música que estava pronta até o momento). O resultado ficou ótimo levando em conta os recursos que tínhamos em mãos. Em breve estará saindo um clipe do Opa semelhante a esse do Ballet: custo zero!

Por que e como uma banda instrumental coloca nome nas músicas?

A maioria das músicas já tem nome antes mesmo de ter notas. Normalmente temos idéias que nos levam a conduzir a música para uma direção ou outra. Por exemplo: o Thiago ou o Bueno deu a idéia uma vez de a gente fazer uma música chamada Mineiro Hospitaleiro é o Caralho, então na hora de compor a gente puxou a música mais para as raízes afro mineiras, adicionamos um canto de umbanda que tem a ver com o espírito natalino da música, e assim vai. As idéias são formadas por uma corrente de pensamentos infinitos.

Podem falar o que quiserem, este espaço é o de vocês!

Propaganda, claro!
Para ouvir algumas músicas ou adquirir o nosso primeiro disco é só entrar no sítio http://faster-records.net/ e clicar em $.
Tem também o sítio oficial do Ballet - http://ballet.faster-records.net/

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Thursday, April 26, 2007

Entrevista: Sonary

O quinteto de Mariana, denominado Sonary, composto por Alisson Sanches (baixo), Giovani Maier (guitarra), Rafael Risoar (bateria), Rafael Rope (vocal) e Wanderson Niquini (guitarra/b. vocal), surgiu em meados de 2003. “O nome surgiu da palavra sonar, foi a primeira idéia que tivemos. O Fefel, baterista da banda, sugeriu colocar um sotaque ‘italiano’ na palavra sonar, então ficou Sonary”, explica Wanderson Niquini. Segue abaixo entrevista com Wanderson Niquini e Rafael Risoar, sobre o lançamento de “Dias Que Não Vivemos”, álbum de estréia da banda.

Gilson Martins : O disco foi lançado pelos selos DaLaranjaaoCaos e Boicote Records, como funciona essa parceria? Quem produziu o cd?

Wanderson Niquini : Essa é a parceria que precisávamos, pois estamos com dois grandes nomes, o Dalaranja como todos conhecem, é um grande selo, liderado por grandes pessoas. O Boicote além do selo é uma renomada produtora de shows em São Paulo. Nós três iremos trabalhar juntos, na divulgação e distribuição do disco e agendamento dos shows.

Rafael Risoar : Quem acertou os detalhes nas músicas fomos nós mesmos, e serviu como um grande aprendizado para todos nós.

GM : Como está sendo a repercussão do disco?

Wanderson Niquini : Estamos recebendo muitos e-mails de pessoas cobrando, querendo ouvir as músicas… Tá sendo bacana! Vamos esperar depois de lançado pra ver como será a aceitação do público.

Rafael Risoar : O cd chega pra gente no fim de agosto, entre os dias 20 e 25… Esperamos que agrade pelo menos a maioria… hehehe.

GM : Deu uma certa confusão para lançamento do disco e isso explica o atraso do mesmo, o que aconteceu realmente?

Wanderson Niquini : Primeiro foi briga de “cachorro grande”, pois estávamos aguardando uma autorização da Universal Music da nossa música “Verões Passados” que foi editada pela Sony e os direitos vendidos a Universal após a compra da Sony pela BMG. Isso demorou demais pra sair, fora os acertos entre selo e banda.

Rafael Risoar : Quando uma banda entra para um selo de distribuição, como no nosso caso, temos que olhar os dois lados, banda e selo. Os objetivos de cada um… Isso que aconteceu… Estávamos acertando o melhor para as partes e, como você deve saber, não se faz isso de qualquer jeito e nem da noite pro dia, demanda tempo e paciência. Não estávamos com pressa.

GM : Vocês já têm clipe em andamento? Percebi que estão postando vídeos no youtube.

Wanderson Niquini : O clipe de “Verões Passados” era pra ter saído antes do disco, mas infelizmente faltaram recursos para colocá-lo à diante. Após o lançamento do disco, essa será nossa próxima meta. O Youtube esta sendo nossa válvula de escape… rsrs… Temos o roteiro de “Verões Passados” e “A suave entropia dos dias que não vivemos”, ainda não sabemos qual sairá primeiro, mas pretendemos lançar um ainda este ano.

GM : O que a banda tem que diferencia das bandas de hardcore que surgem em dezenas todo ano no Brasil?

Rafael Risoar : A preocupação em tocar bem, se apresentar bem, pensar única e exclusivamente no nosso trabalho. Poucas bandas se concentram no próprio trabalho… Fica olhando a do vizinho e não faz nada…

GM : Vocês poderiam resumir a história da banda. Um pouco sobre a história da Red Bus, não sei se posso dizer isso, mas a Sonary acaba se confundindo com a Red Bus, a primeira como sendo a evolução da segunda. E o que poderiam dizer sobre a cena de Mariana? Da luta de vocês para trazer grandes bandas, como Street Bulldogs e Audio, por exemplo.

Wanderson Niquini : Red Bus morreu em setembro de 2003, por isso acredito que Sonary não é a evolução e sim a união de músicos de três bandas, inclusive o Red Bus. A cena em Mariana hoje é muito diferente de alguns anos atrás, hoje a Prefeitura tem investido mais nos talentos locais, por isso a cena se “acomodou”. As bandas ficam esperando que a Prefeitura realize eventos para eles tocarem, não tem mais aquela coisa de “faça você mesmo”, de fazer shows na casa de amigos, unir duas ou três bandas e alugar espaço e som… Mas de qualquer forma esse incentivo tem ajudado bastante, pois dão estrutura, oportunidade e cachê para os músicos.

Rafael Risoar : O SONARY começou com a morte do Garapanoid, Mould, Red Bus, ou seja, se essas bandas ainda existissem, essa entrevista não estaria acontecendo.. hahahahahaha. Brincadeira! Há males que vem para o bem. Não me vejo hoje sem tocar com essa galera, fazendo o som que a gente tem feito e trabalhando duro como temos trabalhado. A história do SONARY já tinha que começar, independente da gente ter estado ou não em outras bandas. Nada é por acaso…

GM : Foi o Felipe Cruz que fez o encarte do cd. O mesmo tem vários dos teus desenhos em buttons e camisas da ObaShop, e foi ele que fez o novo layout do AlternativoRock. Como foi trabalhar com ele? Por que o escolheram?

Rafael Risoar : Eu já era admirador do trabalho dele, por sempre ver os desenhos nos fotologs, deviantart, ai surgiu a idéia de fazer a arte do cd à base de ilustrações, e ele foi o primeiro que pensamos… Falei com a galera e batemos o martelo. Liguei pra ele e marcamos uma reunião. Wanderson, Sandro (produção) e eu, fomos até Itabirito (cidade encanto, hehehe), e fechamos tudo. Foi sempre um profissional coerente, dedicado e nos atendeu perfeitamente, ao contrário da maioria. Grande artista que recomendamos!

Wanderson Niquini: Eu conheci o cara através do Rafael Risoar, só sei dizer que Felipe passou pro papel o que realmente queríamos sem dar nenhuma idéia pra ele do que era pra ser feito.

GM : Agora com lançamento do cd, quais são os objetivos da banda, o que farão? Resumindo, qual é o próximo passo, e até aonde querem chegar?

Wanderson Niquini : O próximo passo será o clipe, com certeza.

Rafael Risoar: Os objetivos não mudam… Fazer shows em vários estados como já iniciamos neste ano, clipe e por ai vai… temos um lema: “nosso limite é a sua cidade…”

GM : Espaço de vocês, podem dizer o que quiserem!

Sonary : Queria te agradecer Gilson pelo espaço, ao AlternativoRock por nos propiciar um canal direto com para um público que curte rock. E quem estiver afim de conhecer um pouco mais sobre o SONARY, diariamente publicamos notícias, diário de bordo, foto, vídeos, etc… basta acessar nosso site (http://www.sonary.com.br) e conferir. Grande abraço a todos

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Thursday, February 22, 2007

Entrevista: Padre Miguel Ângelo Fiorillo

A Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, em Itabirito, está sob a liderança do Padre Miguel Ângelo Fiorillo há 23 anos e na última sexta, 9 de fevereiro, completou 51 anos de vida. Ele fala um pouco sobre isso em uma entrevista dada para o Jornal O Liberal.

O que significa para o senhor completar 51 anos?

Completar 51 anos foi uma alegria muito grande, primeiro porque mais de meio século de vida e também porque pude celebrar estes 51 anos, no dia 9 de fevereiro, com uma gostosa refeição ao lado de minha mãe em minha querida terra natal, Senador Firmino, ao lado de meus irmãos. Retornando à Itabirito, ainda na noite de 9 de fevereiro, no final de semana, celebrando com meus ilustríssimos e queridos paroquianos de Nossa Senhora da Boa Viagem, alegria de ver a expressão da comunidade paroquial de nossa senhora da boa viagem com palavras carinhosas dirigidas a mim como também o clássico parabéns para você, então mais uma vez sensibilizou-me as manifestações dos meus queridos paroquianos homens, mulheres, jovens e crianças que participam da vida paroquial de nossa senhora da boa viagem e nesta particularidade do grande desafio que é a restauração dos elementos artísticos da igreja de nossa senhora da boa viagem é ter os nossos paroquianos que nos acompanham e que não precisam sair da paróquia participar de celebrações religiosas em outros lugares porque a paróquia de nossa senhora da boa viagem ela é assistida pelo pároco e que provém que provê as necessidades religiosas dos paroquianos, aqueles obviamente que vestem dessa paróquia de nossa senhora da boa viagem, foi uma alegria, mais uma satisfação completar 51 anos com a certeza de que sou o escolhido de deus para ser padre e perseverar nessa missão.

Nestes 51 anos quantos foram passados em Itabirito e o que você diz deles?

Pergunta interessante, destes 51 anos uma grande parte eu passei em Itabirito, e estou passando, se Deus quiser vamos passar muitos e muitos anos até quando os meus superiores quiserem e Deus o permitir. Deus, que se faz presente na palavra, na voz dos meus superiores. Nestes 51 anos, 19 anos eu passei em minha terra natal que me acolhe, batem palmas para mim nos momentos em que lá vou descansar, visitar os meus familiares e amigos. Outros 9 anos eu passei na preparação dos estudos teológicos e filosóficos em Mariana, e o restante, 23 anos, na Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, nesta cidade em que nós aprendemos a amar, vivemos e construímos nossa história e ajudamos a construir a história de muitas pessoas. Ajudando até mesmo daqueles que hoje nos jogam pedras, porque no passado ajudamos essas pessoas, permitimos até que elas fotografassem prédios públicos, prédios religiosos sobre nossa administração e comercializassem esses trabalhos e essas fotografias. Celebrar e viver esses 51 anos, 23 em Itabirito, é uma alegria muito grande. Se Deus quiser, viveremos ainda muitos anos nesta terra que me acolheu em 1983. Muitas famílias e outras que se juntaram à esta que continua me acolhendo, continuam também me apoiando em minhas iniciativas pastorais, como também nas iniciativas administrativas, materiais deste vastíssimo patrimônio da Paróquia que sou responsável.

Qual o pensamento para o futuro?

O nosso pensamento para o futuro é continuar nosso trabalho religioso, prioritariamente em manutenção da fé, desta posição do povo de Deus a me confiar na educação religiosa de nossas crianças, nossos adolescentes, nossos jovens. No cuidado com nossos doentes, nossos anciãos, viver a plenitude do meu sacerdote. Já caminhando para as minhas bodas de prata, sacerdotais, no ano de 2008. No plano religioso, no plano pastoral, queremos dar continuidade com o aperfeiçoamento de nossas pastorais, na motivação das crianças, dos adolescentes, dos jovens, dos adultos e da terceira idade para que eles sintam a maravilha de viver a fé. No plano administrativo, queremos continuar mantendo este vastíssimo patrimônio que recebi e que ao longo dos 23 anos aqui passados, mais que tripliquei esse patrimônio na condição de empreendedor. Nosso projeto maior, além de estar dotando por esse seu dom viçoso demais, queremos criar um conjunto de 16 salas, já está criado o Museu de Arte Ofício, aguardando apenas a confecção dos projetos que a Prefeitura Municipal de Itabirito exigiu, mas, como um empecilho, ela será atendida em suas exigências para implantar nesta terra o Museu de Arte Ofício. Além de resgatar o passado desta terra, vai também colocá-la entre as grandes cidades que tem o seu patrimônio artístico, cultural, religioso, reservado, resguardado e um acervo como o que estamos preparando para instalar na Rua 7 de Setembro, numa propriedade readquirida em nossa administração, que é a casa que foi dos herdeiros do Senhor José Bobino e Dona Filomena Braga. Além, lógico, de dar continuidade a esse trabalho magnífico que está sendo feito no interior da Igreja Nossa Senhora de Boa Viagem, que lamentavelmente alguns itabiritenses que não vêem com bons olhos, estão à nos criticar, sou superior à essas críticas desses itabiritenses que só sabem destruir, e, às vezes colaboram pouco com a comunidade e com a cidade. Todo nosso pensamento para o futuro é de continuar nossa vivência sacerdotal. Nosso pastoreio nesta paróquia é dar continuidade também àquilo que mais gosto de fazer, que é o empreendedorismo.

Posted by Gilson Martins at 19:45:49 | Permalink | No Comments »