Coletivo realiza festival de rock à margem das marchinhas
Não houve gritos, mas ovações e aplausos. Assim foi em grande parte o inusitado festival Grito Rock, promovido pelo Coletivo Cultural À Margem no sábado, 13, no Complexo Turístico da Estação, em Itabirito. Declamações de poesia, uma flauta transversal e uma escaleta entre o som das distorções dos amplificadores das guitarras.

Cinco bandas bem distintas se apresentaram. Acorde Final deu início às festividades, com letras de aclamação a Jesus, com o peso do White Metal. Em seguida a banda Peripécias de Epaminondas que, assim como o nome, surpreendeu o público. Inesperadamente, o grupo carnavalesco “Os Pindaíba”, com buzinas, tambores e todos fantasiados, entram na tenda do show. Junto com os integrantes da banda Pollens, o público canta “na na na” e bate palmas no ritmo da música. Uma pessoa com cabelo bagunçado, camisa preta e guitarra estilo Fly V sobe ao palco. É o vocalista da banda Dom Capaz, de Uberlândia, que nada tem a ver com metal. A banda junta o samba ao rock, sem se tornar samba-rock. O baterista do Vandaluz, de Patos de Minas, revezava as baquetas por uma flauta transversal; às vezes, as duas ao mesmo tempo. As letras com bastante crítica ao atual mercado de milhares de igrejas imobiliárias vendendo terreno no céu, cantada pelos dois vocalistas, com as letras de Vane Pimentel, o poeta. Nos intervalos dos shows, o Dj Totí discotecou o melhor da música independente.
As bandas Vandaluz e Dom Capaz estão viajando juntas e tocando em diversas cidades no Grito Rock. Lucas Paiva, vocalista da banda Dom Capaz, diz que adorou Itabirito. “Vim à viagem inteira olhando as montanhas. Gosto muito de cidade pequena”, diz. Segundo Ciro Nunes, baterista da Vandaluz, o Grito Rock está sendo realizado em mais de 80 cidades em 2010. “Está abrindo altíssimos espaços para um milhão de gente que quer fazer arte e não tem nenhuma opção”, completa Vane Pimentel. Para Rafa Rayz, baixista da banda Dom Capaz, o Grito Rock é uma mostra de que os coletivos do Circuito Fora do Eixo estão integrados. “Esta rede está muito produtiva”, afirma. Lucas comenta que foi muito bom o Grito Rock em Itabirito, sendo primeira edição. Fabrício Caetano, da Banda Peripécias, comenta que tudo é muito difícil em Itabirito para o cenário alternativo. Ciro completa dizendo que na verdade tudo é muito difícil em todo lugar. “Coletivo serve para movimentar a cena e fazer as coisas acontecerem em nossa cidade”, explica. “Quebrar essas coisas que parecem impossíveis de acontecer”, completa Vane.
O Grito Rock é uma realização do Circuito Fora do Eixo e do Coletivo À Margem, em parceria com a Prefeitura Municipal de Itabirito, com apoio cultural do Jornal O Liberal, ItabiritoCultural.com.br e AgitoMais.com.br.




Lulu resolvermos editar algumas imagens colocando a Ordem dos Advogados como trilha (que era a única música que estava pronta até o momento). O resultado ficou ótimo levando em conta os recursos que tínhamos em mãos. Em breve estará saindo um clipe do Opa semelhante a esse do Ballet: custo zero!